SÍMBOLOS HERÁLDICOS DA FREGUESIA DE SANTIAGO DE LITÉM
BRASÃO: escudo verde, banda de vermelho perfilada de prata e carregada de três estrelas de seis pontas de ouro, acompanhadas em chefe por um cavalo de prata, brincão e empinado, realçado a negro e, em ponta, de um pinheiro de ouro. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro: "SANTIAGO DE LITÉM".
BANDEIRA: amarela; cordão e borlas de ouro e vermelho; haste e lança de ouro.
MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA: O cavalo é de entre os símbolos do padroeiro da freguesia, Santiago o Maior, o mais adequado a esta freguesia, lembrando a aparição durante uma célebre batalha. De facto, o nome desta freguesia, "ad litém", remonta ao período românico, e significa: zona bélica, região de batalhas. Toda a Ribeira de Litém, desde Santiais até aos Roques, foi durante séculos palco de inúmeras batalhas. Durante a reconquista cristã aos mouros, até ao Séc. XII, a fronteira, a estremadura, entre Portugal e o território dominado pelos Serracenos, situava-se pela Ribeira de Litém.
A banda de vermelho carregada de três estrelas de seis pontas, é um dos símbolos heráldicos do brasão de armas do importante escritor e historiador quinhentista João de Barros, autor das famosas Décadas da Ásia, que no Séc. XVI residiu nesta freguesia, na sua Quinta de São Lourenço, situada a norte do rio Arunca, onde escreveu alguns dos seus livros mais conhecidos como a "Ropicapnefma", "A Cartilha de Ensinar a Ler e a Escrever". Quem não se lembra da melopeia: A de Árvore, B de Besta, C de Cesta..." que João de Barros escreveu aqui na Quinta de São Lourenço.
O pinhal, pulmão verde, é representado pelo fundo verde e um pinheiro de ouro, que significa a riqueza do pinheiro.
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